DPOC

DPOC

Conceito

Doença pulmonar obstrutiva crônica é uma denominação muito usada para o paciente com bronquite crônica e/ou enfisema pulmonar que, com freqüência, coexistem no mesmo paciente, predominando uma ou outra, sendo que ambas têm como principal agente causal o cigarro.

Assim mesmo, o dióxido de enxofre e as partículas suspensas produzidas pelos combustíveis, que constituem a poluição atmosférica, são outras causas de DPOC. Existe também uma predisposição hereditária, particularmente ao enfisema, nas pessoas com deficiência de uma substância do sangue chamada antitripsina alfa-1.

A bronquite crônica e o enfisema pulmonar são doenças bem definidas. Entretanto, dada a elevada ocorrência das duas em um mesmo paciente, muitas vezes o médico diagnostica DPOC, sem individualizar esta ou aquela doença.

Bronquite crônica

Esta doença é caracterizada por tosse crônica com expectoração abundante durante 3 meses ao ano, por 2 anos consecutivos, não resultando de outra causa definida como tuberculose, bronquiectasias e outras.

Enfisema pulmonar

Nesta doença, ocorre a alteração irreversível do pulmão, caracterizada por um aumento de volume dos espaços aéreos distais aos bronquíolos terminais, com destruição dos septos alveolares, cujo sintoma principal é a dispnéia, de instalação lenta e progressiva durante meses ou anos, geralmente em pessoas fumantes.

Sintomas

Bronquite crônica:

  • Tosse crônica com expectoração abundante, manifestando-se principalmente em pessoas de meia-idade e tabagistas;
  • Dispnéia, chiado no peito e incapacidade física, mais acentuados quando é complicada com infecções pulmonares.

Enfisema pulmonar:

  • Dispnéia, de instalação longa e insidiosa, aparecendo quando a destruição pulmonar é maior que 50%;
  • Tosse, geralmente seca;
  • Perda de peso e diminuição generalizada da massa muscular;
  • Aumento dos diâmetros do tórax.

O início dos sintomas costuma ocorrer após os 50 anos de idade, sendo raro em não-fumantes.

 Tratamento 

A medida terapêutica mais importante na DPOC é a supressão do fumo.

O programa terapêutico, amplo e multi-profissional, inclui também a importantíssima participação da família.

  • Medicamentos: os mais usados são os broncodilatadores, corticóides, antibióticos, mucolíticos e fluidificantes. Porém, deve ser sempre lembrado que o uso destes medicamentos é acompanhado de outras medidas igualmente importantes.
  • Fisioterapia respiratória, para corrigir e melhorar a função respiratória.
  • Melhora do estado nutricional, muito importante para a melhora da força dos músculos respiratórios e do organismo em geral.
  • Oxigenioterapia intra-hospitalar e domiciliar.
  • Reabilitação do paciente com DPOC: é hoje a principal estratégia no tratamento, visando recuperar o indivíduo do ponto de vista físico, psicológico e social.

Prevenção

Todos os fatores que causam ou agravam as DPOCs devem ser evitados ou combatidos.

  • Supressão do fumo: por ser o fator causal mais importante, sua eliminação obviamente evitará o aparecimento ou piora da DPOC.
  • Exposição ambiental: evitar poeira, fumaça e gases irritantes.
  • Tratar precoce e adequadamente infecções bacterianas e virais do aparelho respiratório.
  • Evitar o ar-condicionado, pois este resseca o ambiente.
  • O uso de vacinas contra a gripe e pneumonia é de grande benefício aos pacientes para prevenir complicações.
Setembro 12, 2007 por INPUL

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