O InPul, em seu compromisso com a prevenção e cuidados da saúde respiratória, deseja lembrar com este artigo a importância de proteger os mais novos das doenças respiratórias decorrentes da poluição do meio ambiente e dos efeitos do tabaco.
É de conhecimento dos pneumologistas que os pulmões não estão totalmente desenvolvidos ao nascer e só chegam ao completo desenvolvimento ao redor dos 18 anos. Como a função dos pulmões implica desde o início da nossa vida na constante entrada do ar ambiente até os alvéolos (estruturas microscópicas mais íntimas deste órgão) é fácil entender que na infância e adolescência a saúde dos pulmões pode ser alterada pelos contaminantes do ar respirado, levando a várias enfermidades respiratórias agudas ou crônicas. Os efeitos desta exposição poderão provocar desde malformações fetais no período pré-natal até asma infantil, pneumonia, rinite, sinusite ou doenças pulmonares crônicas.
Toda pessoa está exposta à poluição do ambiente, mas são as crianças e os idosos – os extremos da vida – os mais vulneráveis ao efeito desta contaminação nas cidades. Crianças que residem a menos de 300 metros de uma rodovia tem um menor desenvolvimento pulmonar que aquelas que residem a 1.500 metros, devido à toxicidade dos motores dos veículos. Esta redução da função pulmonar infantil é um conhecido fator de risco na asma e na DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).
Assim mesmo, numerosos estudos mostram os efeitos prejudiciais do tabaco nos filhos de mães fumantes. Por exemplo: a altura e peso das crianças de mães fumantes são menores que aquelas de mães não fumantes. Igualmente as crianças que sofrem exposição ao tabaco, antes e/ou depois do nascimento, têm maior risco de sofrer pneumonia, sinusite e asma.
O tabagismo e os jovens
Por outro lado, observamos que o início do consumo de tabaco acontece na puberdade / adolescência: aproximadamente aos 13 anos se experimenta o tabaco, aos 14 se fuma mais ou menos diariamente e entre os 18 e os 30 se completa a dependência do cigarro. Recordamos também que a possibilidade de sofrer uma doença tabaco-relacionada é proporcional à quantidade de cigarros fumados cada dia e ao número de anos que se mantêm este hábito nocivo. Assim sendo, os jovens que começam a fumar cedo na sua vida multiplicam as possibilidades de desenvolver algum tipo das doenças provocadas pelo cigarro, tanto respiratórias como cardiovasculares, tumores e outras que poderão manifestar-se até na idade adulta.
Finalmente, tão importante é o ambiente domiciliar quanto a escola em relação ao tema tratado. Sendo a escola um espaço favorável, devemos oferecer aos alunos a oportunidade de conhecer a importância de respeitar, cuidar e melhorar o ar que nos rodeia e ao mesmo tempo, mostrar-lhes como sua saúde pode ser seriamente afetada pela qualidade do ar que respiramos.
fonte da imagem: Flickr (Manic Toys)